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sábado, 12 de dezembro de 2009

Infovini






Gostaria de saber qual o vinho que condiz com a sua personalidade?
(Descubra os seu vinho)
Procura o vinho ideal para determinada ocasião?
(Uma ocasião, um vinho)
Temos um novo portal de vinhos que permite tudo isto e ainda muito mais!
Muito bem concebido! Aqui o recomendo: Infovini

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vintage 2007

2007 foi o ano em que houve mais declarações "Vintage". É assim possível encontrar vinhos do Porto Vintage de boa qualidade em geral , onde a maioria obtém classificações entra 16,5 e 17.
Saliento que os preços foram baseados (sempre que disponível) na consulta à Garrafeira Nacional, a minha preferida, pois a título de exemplo os dois vinhos com 19 valores, podem custar mais 30 Euros noutras lojas!
As minhas escolhas, tendo em conta as notas de prova e a relação qualidade/preço, vão para os seguintes:

----- 19 valores:

Quinta do Vesúvio
, Porto Vintage 2007, €45
Fonseca, Porto Vintage 2007, €55

----- 18 valores:
Quinta da Romaneira
, Porto Vintage 2007, €43

----- 17,5 valores:
Krohn
, Porto Vintage 2007, €21,25
Kopke, Porto Vintage 2007, €35

----- 17 valores:
Barão de Vilar, Porto Vintage 2007, €23
Cruz, Porto Vintage 2007, €30
Quinta do Passadouro, Porto Vintage 2007, €30

Outros vinhos com classificações de 17 ou inferiores, não foram aqui mencionados porque os seus preços eram superiores aos das escolhas apresentadas. Boas provas!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Moscatel de Setúbal

Depois do Vinho do Porto, ou talvez até a par dele, o Moscatel de Setúbal é um dos nossos grandes vinhos fortificados. Algumas garrafas vão tomando lugar na minha garrafeira, exactamente a par dos Portos! Vou coleccionando, mas todas aguardam o momento e companhia certas!

Desde algum tempo que o Moscatel de Setúbal Bacalhôa, domina o mercado da grande produção, com uma qualidade/preço imbatível (geralmente à venda passados 10 anos da colheita) (aprox. 13 €).

Mas hoje quero destacar aqui um moscatel diferente, saído das mãos de Soares Franco, um desses vinhos que tem uma produção mais limitada e que exprime o saber deste enólogo: trata-se do Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo 1998 (aprox. 19 €). De aroma muito complexo, sugerindo passas, frutos secos, ameixa, algum bálsamo à mistura, tudo muito bem proporcionado. Cremoso na boca e com um longo final.

Pode provar-se também Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel 2003 (aprox. 16 €): aroma muito intenso e elegante, com notas de passa de uva, figo seco, resinas, casca de laranja, num todo bastante complexo e rico. Na boca é untuoso, substancial, com sugestões de citrinos e cacau. Elegante, com um grande final, longo e cheio de aromas.

Então e o Moscatel do Douro? Perguntarão. Há ainda um longo caminho a percorrer!.. Durante muito tempo produziram-se apenas moscatéis de qualidade mediana, sem grandes pretensões, só bebíveis bem frescos (10ºC), como aperitivo. A Quinta do Portal (12€) lançou o seu reserva, já de qualidade considerável, e o conhecido Favaios lançou recentemente o seu 10 anos (16€), num lote capaz de causar já alguma surpresa.

Um conselho: O Porto Vintage ou LBV para o queijo, o Tawny ou Colheita velhos para a conversa, tal como o Moscatel velho, e o Moscatel mais recente para acompanhar a sobremesa (ligeiramente fresco, pelos 16ºC).

Os links que aqui coloco que apontam para a Garrafeira Nacional, não são inocentes! Aprecio muito esta loja, que também vende online, é especializada, e pratica preços idênticos aos das grandes superfícies!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Um portal no feminino

Maria João Almeida, conquistou o seu espaço e os seus leitores, desbravando terreno num campo predominantemente masculino. Creio ser actualmente a única mulher em Portugal a escrever sobre vinhos! O sucesso do trabalho desta enófila ganha agora maior visibilidade no portal recém lançado, ainda com alguns capítulos em construção, mas já bem recheado de conteúdo!
Notas de prova, notícias diárias, receitas, clube de vinhos, e ainda, retirando as palavras do próprio portal, "uma forte componente de gastronomia e turismo, áreas necessariamente relacionadas com o vinho, nobres uvas que a natureza produz e o homem sabiamente transforma."
Os meus parabéns e votos de sucesso! Serei leitor assíduo e recomendo-o aos meus leitores!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Garrafeira Nacional

Nesta época festiva tenho colocado aqui diversas mensagens sobre vinhos. A maior parte deles consegue encontrar-se por bom preço nas grandes superfícies comerciais. Mas entrar numa loja de vinhos... ah, respira-se outro ambiente, há um atencioso e sábio aconselhamento, as garrafas são cuidadosamente colocadas, é outra coisa...
Presto aqui a minha homenagem à Garrafeira Nacional, que consegue ter tudo o que uma boa loja deve ter, e ainda vários preços abaixo dos praticados pelas grandes superfícies.
Para quem reside mais a norte, poderei aconselhar a loja Vinho & Coisas, mas são bem vindas outras sugestões.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vai um Porto?

Aqui apresento uma selecção de Vinho do Porto, de elevado nível e de preço razoável, classificados na escala 0-20.
São maioritariamente LBV (Late Bottled Vintage), vinhos com um estilo próximo dos Vintage, mas que beneficiam de um envelhecimento em barricas de madeira, para lhes conferir algumas qualidades adicionais de que os Vintage não necessitam.
Os Tawny e os Colheita de qualidade precisam de algum envelhecimento, o que acresce ao seu preço (para os Tawny - mistura de vinhos de diferentes colheitas e idades, pelo menos 10 anos). Os Colheita são tawnys de uma só colheita.
Para quem queira aventurar-se no terreno dos Vintage, indico quatro possibilidades por um preço ainda razoável.

Poças LBV 2001 (10,00 €) 17
Barão de Vilar LBV 2003 (10,00 €) 16,5
Quinta de La Rosa LBV 2003 (13,00 €) 16,5
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo LBV 2003 (13,00 €) 16,5
Quinta Seara d'Ordens LBV 2004 (13,00 €) 16,5
Burmester LBV 2003 (14,00 €) 16,5
Barros LBV 2003 (14,00 €) 16,5
Fonseca LBV 2001 (14,00 €) 16,5
Ramos Pinto LBV 2004 (15,00 €) 16,5

Niepoort Colheita 2004 (13,00 €) 16,5
Quinta Seara d'Ordens Ruby (9,00 €) 16

Quinta do Portal Vintage 2005 (21,00 €) 17
Quinta Seara d'Ordens Vintage 2005 (25,00 €) 17
Quinta das Tecedeiras Vintage 2005 (25,00 €) 17
Vale de Abraão Vintage 2005 (25,00 €) 17

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Romeu

Em Jerusalém de Romeu, próximo de Mirandela, existe uma quinta que há quatro gerações produz vinho, azeite e cortiça, através de cultura biológica: Casa Menéres - Quinta do Romeu (Soc. Clemente Menéres, Lda.)
Pronuncio-me apenas sobre a excelente qualidade dos vinhos e azeites ali produzidos, já que de cortiça só sei avaliar a que vejo nas rolhas.
Depois de uma visita ao Restaurante Maria Rita, para provar os produtos deliciosamente confeccionados, e ao Museu das Curiosidades, apetece-nos designar esta quinta como "quinta pedagógica". Entre nela e sairá mais rico em saberes e em sabores!
Visite virtualmente em http://www.quintadoromeu.com/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma companhia para o bacalhau

Pronto, pronto, vários amigos protestaram porque não indiquei aqui alguns vinhos para o Natal! Têm razão, aqui vai então:
Para o bacalhau (contando que ele esteja bem regado com azeite de qualidade), aconselham alguns especialistas que sigo de perto, que sejam bebidos vinhos com alguma acidez e menos frutados. Então escolhi:
Quinta das Bágeiras, Bairrada Reserva Tinto 2005 (± 8 Eur.)
Casa de Santar, Dão Tinto 2005 (± 5 Eur.)
Casa de Santar, Dão Reserva Tinto 2005 (± 10 Eur.)

Para acompanhar a sobremesa, que tal um Moscatel de Setúbal com pelo menos 10 anos? Verá que ligará bem com qualquer doce, e muito bem com o Bolo-Rei.
Deixe o Porto Vintage ou LBV para o queijo, e um bom Tawny para a conversa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Agora os brancos

Na mensagem de 22 de Novembro apresentei vários vinhos tintos com excelente relação qualidade/preço. Respondendo a alguns apelos, faço agora o mesmo para os brancos.
É sabido que em geral os tintos são mais apreciados, mas para um peixe, um marisco, uma refeição ligeira (mesmo de carne), os brancos tornam-se uma excelente companhia.
Então aqui se seguem algumas recomendações, tendo em conta que mais uma vez aceitei o desafio de não me alongar para lá dos 5 Euros, e de os classificar de 0 a 5:

Verde: Deu La Deu Alvarinho 2007 (4,5) (+ de 5 Eur., mas justifica)
Via Latina Alvarinho 2007 (4)
Adega Coop. Ponte de Lima - Loureiro 2007 (4)
Douro: Caves Santa Marta 2006 (4)
Valdarante 2007 (4)
Evel 2007 (4)
Quinta da Pacheca 2007 (4)
Beiras: Terra Franca 2007 (4)
Távora-Varosa: Terras do Demo Seco 2006 (4)
Bairrada: Angelus Escolha 2007 (4)
Adega Cooperativa de Souselas 2006 (4)
Dão: Duque de Viseu 2007 (4)
Quinta do Serrado Malvasia Fina 2007 (4)
Estremadura: Quinta das Pancas 2007 (4)
Bucelas: Prova Régia Arinto 2007 (4)
Bucellas 2007 (4)
Ribatejo: Casal da Coelheira 2007 (4,5)
Companhia das Lezírias Fernão Pires 2007 (4)
Terras do Sado: Catarina 2007 (4,5)
Serras de Azeitão 2007 (4)
BSE Seco 2007 (4)
Igrejinha 2007 (4)
Terras do Pó 2007 (4)
Palmela: Dona Ermelinda 2007 (4)
Fontanário de Pegões 2007 (4)
Alentejo: Redondo 2007 (4,5)
Anta da Serra 2007 (4,5)
Reguengos 2007 (4)
Marquês de Borba 2007 (4)
Terras de Baco 2007 (4)
E. A. 2007 (4)
Monte Velho 2007 (4)

sábado, 22 de novembro de 2008

Bom e barato!

"Vinhos bons e em conta", pedem-me várias vezes que sugira alguns. Então aqui vai uma selecção de tintos de várias zonas do país que apresenta excelente relação qualidade/preço, já que será possível encontrá-los abaixo dos 5 Eur.:
(vou classificá-los de 0 a 5)


Douro: Lello 2006 (4,5)
Vinha Regia 2005 (4,5)
Beiras: Terra Franca 2006 (4)
Távora-Varosa: Terras do Demo Reserva 2003 (4,5)
Bairrada: Selecção de Enófilos 2005 (4)
Dão: Casa de Santar 2005 (4,5)
Beira Interior: Quinta do Cardo 2005 (4)
Estremadura: Portada 2006 (4)
Ribatejo: Quinta da Alorna 2006 (4,5)
Terras do Sado: Meia Pipa 2006 (4,5)
Palmela: Dona Ermelinda 2006 (4)
Alentejo: Tinto da Talha 2005 (4,5)
Reguengos Reserva 2005 (4,5)
Anta da Serra 2006 (4,5)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fugas

Aos meus amigos apreciadores da enologia, chamo a atenção para o destacável Fugas sobre vinhos, do jornal PÚBLICO. Quem não o leu em papel, pode obtê-lo em pdf aqui:

sábado, 18 de outubro de 2008

Um vinho

Vários amigos pediram-me que indicasse mais sugestões de vinhos, principalmente os que apresentem uma boa relação qualidade/preço. Vou procurar fazê-lo então com maior regularidade.
Sendo assim, para alegrar o fim-de-semana:
Domingos Damasceno de Carvalho 2005 (por volta de 8 Eur. nos supermercados)
Como diz a LusaWines, Domingos Damasceno de Carvalho representa a terceira geração de uma família de viticultores que, há mais de 150 anos, produz vinho no Poceirão. Hoje são os netos que tratam deste "bem". Vinho com aroma a frutos pretos maduros, (amoras e ameixas), bem casado com a madeira. No paladar é macio e arredondado, com estrutura equilibrada e elegante. Suave, agradável e persistente. Com carácter e forte personalidade. Acompanha, no prato, javali, borrego e cabrito. Queijos de cabra ou ovelha de Azeitão ou Seia. Medalha de Ouro, V Concurso, CVR - Peninsula de Setúbal 2004. Enólogos Nuno Cancela de Abreu e Hélio Plácido Rodrigues.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No meio do silêncio

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer.

Dizia Maria Guinot na sua canção Silêncio e Tanta Gente, e assim também acontece comigo: é no silêncio da noite que melhor oiço o que me vai na alma.

Então Eu conto algo sobre um tema de que ainda não falei, um dos meus grandes gostos: a enofilia. Defino-a como a arte de apreciar a enologia. Explico melhor: a enofilia é a apreciação dos vinhos, a enologia a ciência (e também arte) de produzir os vinhos.
Aprecio um vinho como uma obra de arte, tal como um pintura ou uma obra musical. Há tanta arte envolvida na sua produção! É pelo valor que lhe dou que não me importo de por vezes despender uma quantia considerável para conhecer alguns. E não se trata de beber, chamarei antes degustar: ver, cheirar e provar.
Neste momento, regressado de um ensaio, acompanha-me um Porto Cockburn's Tawny 20 anos (Director's Reserve), muito difícil de encontrar por aí, mas que há 5 anos repousava na minha cave com mais 2 irmãs (nunca vem só uma, depois é difícil voltar a arranjar!). É um deleite ir descobrindo nele os aromas a café, mel, caramelo, frutos secos, algumas notas de citrinos... e um final que parece não querer deixar-nos a boca. De 0 a 20? 19!