domingo, 4 de janeiro de 2009

O tempo presente

"Se você se render completamente aos momentos que passam, enriquecerá a sua vida."
Anne Morrow Lindbergh
(1906-2001)

Esta frase fez-me pensar em todos aqueles que vivem a sua vida baseados nas glórias passadas, ou colocam todas as esperanças no futuro. Assim, esquecem-se que vivem no presente; acabam por viver uma vida permanentemente adiada. Claro que cada momento do nosso passado faz parte de nós, está connosco no presente; claro que a nossa prespectiva do futuro, tem influência na nossa realidade actual. Mas será isso que nos faz sentir verdadeiramente felizes? Estará aí a nossa alegria? Engana-se quem julga que a felicidade é um fim, já alguém o disse, e se esquece que é antes o estado de espírito com que se caminha, com que se percorre cada curva do caminho para encontrá-la.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Propósitos de Ano Novo









Serei verdadeiro, porque há quem confie em mim;
Serei puro, porque há quem me queira;
Serei forte, porque há muito para sofrer;
Serei corajoso, porque há muito que enfrentar;
Serei amigo de todos - dos inimigos, dos sem amigos;
Quero dar e esquecer a dádiva;
Quero ser humilde, porque conheço a minha fraqueza;
Quero olhar para cima - e rir - e amar - e elevar-me.

Howard Arnold Walter
(1883-1918)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

t i a g o

Tiago, amigo jovem e meu catequizando de há alguns anos, honrou-me com o prémio "Que melhor reflecte", noticiado no seu blogue Reflexões Exteriores! Fico contente que um jovem como ele veja nas minhas reflexões, valores e referências para a sua vida. Entusiasma-me a escrever, responsabiliza-me no que escrevo. Obrigado Tiago!

Garrafeira Nacional

Nesta época festiva tenho colocado aqui diversas mensagens sobre vinhos. A maior parte deles consegue encontrar-se por bom preço nas grandes superfícies comerciais. Mas entrar numa loja de vinhos... ah, respira-se outro ambiente, há um atencioso e sábio aconselhamento, as garrafas são cuidadosamente colocadas, é outra coisa...
Presto aqui a minha homenagem à Garrafeira Nacional, que consegue ter tudo o que uma boa loja deve ter, e ainda vários preços abaixo dos praticados pelas grandes superfícies.
Para quem reside mais a norte, poderei aconselhar a loja Vinho & Coisas, mas são bem vindas outras sugestões.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vai um Porto?

Aqui apresento uma selecção de Vinho do Porto, de elevado nível e de preço razoável, classificados na escala 0-20.
São maioritariamente LBV (Late Bottled Vintage), vinhos com um estilo próximo dos Vintage, mas que beneficiam de um envelhecimento em barricas de madeira, para lhes conferir algumas qualidades adicionais de que os Vintage não necessitam.
Os Tawny e os Colheita de qualidade precisam de algum envelhecimento, o que acresce ao seu preço (para os Tawny - mistura de vinhos de diferentes colheitas e idades, pelo menos 10 anos). Os Colheita são tawnys de uma só colheita.
Para quem queira aventurar-se no terreno dos Vintage, indico quatro possibilidades por um preço ainda razoável.

Poças LBV 2001 (10,00 €) 17
Barão de Vilar LBV 2003 (10,00 €) 16,5
Quinta de La Rosa LBV 2003 (13,00 €) 16,5
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo LBV 2003 (13,00 €) 16,5
Quinta Seara d'Ordens LBV 2004 (13,00 €) 16,5
Burmester LBV 2003 (14,00 €) 16,5
Barros LBV 2003 (14,00 €) 16,5
Fonseca LBV 2001 (14,00 €) 16,5
Ramos Pinto LBV 2004 (15,00 €) 16,5

Niepoort Colheita 2004 (13,00 €) 16,5
Quinta Seara d'Ordens Ruby (9,00 €) 16

Quinta do Portal Vintage 2005 (21,00 €) 17
Quinta Seara d'Ordens Vintage 2005 (25,00 €) 17
Quinta das Tecedeiras Vintage 2005 (25,00 €) 17
Vale de Abraão Vintage 2005 (25,00 €) 17

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Romeu

Em Jerusalém de Romeu, próximo de Mirandela, existe uma quinta que há quatro gerações produz vinho, azeite e cortiça, através de cultura biológica: Casa Menéres - Quinta do Romeu (Soc. Clemente Menéres, Lda.)
Pronuncio-me apenas sobre a excelente qualidade dos vinhos e azeites ali produzidos, já que de cortiça só sei avaliar a que vejo nas rolhas.
Depois de uma visita ao Restaurante Maria Rita, para provar os produtos deliciosamente confeccionados, e ao Museu das Curiosidades, apetece-nos designar esta quinta como "quinta pedagógica". Entre nela e sairá mais rico em saberes e em sabores!
Visite virtualmente em http://www.quintadoromeu.com/

domingo, 28 de dezembro de 2008

Filosofia do Amor










Correm as fontes ao rio
os rios correm ao mar;
num enlace fugidio
prendem-se as brisas no ar…
Nada no mundo é sozinho:
por sublime lei do Céu,
tudo frui outro carinho…
Não hei-de alcançá-lo eu?

Olha os montes adorando
o vasto azul, olha as vagas
uma a outra se osculando
todas abraçando as fragas…
Vivos, rútilos desejos,
no sol ardente os verás:
-Que me fazem tantos beijos,
se tu a mim mos não dás?

Trad.: Luiz Cardim
(1792-1822)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O que estou a ouvir

Rabo De Nube (Cauda de Nuvem), é o título de uma gravação do extraordinário saxofonista e flautista Charles Lloyd, lançada para assinalar o seu 70º aniversário (15 de Março de 2008). Charles Lloyd dá-nos a ouvir nesta sua primeira gravação ao vivo no formato de quarteto, sonoridades que vão dos seus ambientes mais exóticos, com alguma mística oriental, às suas melodias criativas típicas de um músico "Post-bop" que passou pelo "Free-Jazz".
Que agradável para aquecer uma tarde, depois de ver a neve cair. Lindo de ver, belo de ouvir.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dia de Natal










Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.

- Mas quando será de todos?
Sidónio Muralha
(1920-1982)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal à beira-rio

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?