Tive oportunidade de ver Michael Brecker na primeira edição do Seixal Jazz, em 1996. Foi um dos melhores concertos que passaram por aquela sala (Michael Brecker Group: Michael Brecker (saxofone tenor); Joey Calderazzo (piano); James Genus (contrabaixo); Jeff “Tain” Watts (bateria).
Com tristeza recebi a notícia do seu falecimento aos 57 anos, devido a uma leucemia, a 13 de Janeiro de 2007. Era um dos saxofonistas que eu muito admirava, um dos maiores de sempre.
Saxophone Summit, grupo que o próprio Brecker integrava, presta-lhe agora uma justa homenagem com os saxofonistas Joe Lovano, Dave Liebman e Ravi Coltrane, no CD Seraphic Light. Será interessante espreitar o depoimento destes e outros músicos que tocam no CD, na mensagem colocada no YouTube (inclui Randy Brecker, irmão de Michael, e Ravi Coltrane, filho do grande John Coltrane e Alice, falecidos na mesma semana que Michael Brecker).
Bela a música, bela a intenção. Não deixem de ouvir; um CD que muito recomendo.
Não podia deixar de divulgar esta iniciativa da revista NOVA GENTE, ainda mais tratando-se da minha amiga Jacinta: (Clicar na imagem para a ver ampliada)
Louvo e divulgo aqui a iniciativa do jornal PÚBLICO, de convidar 35 cientistas portugueses para lerem o «Poema para Galileo», de António Gedeão, iniciativa associada ao dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica.
António Gedeão (quem não conhece "Pedra Filosofal") era, como se sabe, o pseudónimo de Rómulo de Carvalho, notável professor, pedagogo e investigador, que comecei a admirar ao estudar pelos seus livros de Física. Só muito mais tarde vim a saber que ele era também António Gedeão. O Dia Nacional da Cultura Científica foi escolhido precisamente para a data que comemora o seu nascimento.
Fica aqui a pág. do PÚBLICO que tem o vídeo e mais algumas ligações adicionais:
"Vinhos bons e em conta", pedem-me várias vezes que sugira alguns. Então aqui vai uma selecção de tintos de várias zonas do país que apresenta excelente relação qualidade/preço, já que será possível encontrá-los abaixo dos 5 Eur.:
(vou classificá-los de 0 a 5)
Douro: Lello 2006 (4,5) Vinha Regia 2005 (4,5) Beiras: Terra Franca 2006 (4) Távora-Varosa: Terras do Demo Reserva 2003 (4,5) Bairrada: Selecção de Enófilos 2005 (4) Dão: Casa de Santar 2005 (4,5) Beira Interior: Quinta do Cardo 2005 (4) Estremadura: Portada 2006 (4) Ribatejo: Quinta da Alorna 2006 (4,5) Terras do Sado: Meia Pipa 2006 (4,5) Palmela: Dona Ermelinda 2006 (4) Alentejo: Tinto da Talha 2005 (4,5) Reguengos Reserva 2005 (4,5) Anta da Serra 2006 (4,5)
Passaram já alguns anos mas continua presente na memória como uma das mais belas produções em que participei. Ficou a recordação em http://www.militango.net/. Aqui partilho o vídeo do tema que dava o nome ao espectáculo Militango:
O Espectáculo: A palavra falada-cantada, a música e a dança, são as linguagens particulares de Militango, um espectáculo de «Teatrova» que propõe uma realidade cénica na qual tudo se subordina à poesia. Assim, músicos, bailarinos e actriz formam um todo único que nos aproxima a um dos maiores criadores do século XX: Astor Piazzolla.
O Tema: Militango, (obra que dá título ao espectáculo) é um tango «apocalíptico» para um novo milénio. Crítica às estratégias triunfalistas das elites que pretendem substituir a ética pela tecnologia.
José Rui Fernandes - Flauta
Carlos Gutkin - Guitarra
Paula Freitas - Actriz
Elina e Guillermo - Bailarinos
Adolfo Gutkin - Encenador
Devo mencionar ainda à preciosa colaboração de Henrique Martins como técnico de som (e de tantas outras coisas!) e do Sérgio como técnico de iluminação. Fizeram parte de todos os espectáculos que demos em vários locais do país, partilhando connosco o trabalho e a amizade.
Todas as fotografias apresentadas sairam do olhar de Rosa Reis, e foram registadas pela sua máquina.
"Mais do que nunca, devemos agora aprender e ensinar a arte de nadar contra a corrente, apesar de toda a nossa vontade de acompanhar o tempo (...). Cada vez se torna mais importante a educação da consciência, para torná-la directamente norma obrigatória da vida e da acção. Mais do que antes, o que importa agora é educar-se a si mesmo e a outros no sentido da conquista da verdadeira liberdade dos filhos de Deus. Quer dizer, educar a capacidade e disposição de decidir por si mesmo, responsável e conscientemente, no sentido de Deus e de levar a cabo essa decisão de forma consequente e corajosa, apesar de todos os obstáculos que se apresentem no caminho."
Nascido em Gymnich, Alemanha, a 18 de Novembro de 1885, virá a entrar em 1906 na Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallottinos). Dois anos depois da sua ordenação sacerdotal, é nomeado em 1912 director espiritual do Seminário de Schoenstatt, onde veio a fundar o Movimento Apostólico que daí recebeu o nome. Perseguido pelo regime nacional-socialista, foi preso e passou vários anos no campo de concentração de Dachau. Após o fim da guerra, dedicou-se a fomentar o crescimento do Movimento de Schoenstatt noutros países. Faleceu em 1968, depois de ver a sua Obra examinada e finalmente aprovada pela Sé Apostólica. Sobre o seu túmulo está gravada a inscrição: Dilexit Ecclesiam (Amou a Igreja).
Todos nós já ouvimos o final da 9ª Sinfonia de Beethoven, parte coral com poema de Friedrich von Schiller, muito conhecido como o Hino da Alegria. Aqui fica a sua tradução para que melhor se entenda.
ODE À ALEGRIA
[Meus amigos, paremos com estes sons! Levantemos aos céus cânticos mais belos, E plenos de alegria!]
Alegria, a mais bonita flama dos deuses, Filha de Eliseu, Inspirados pelo fogo, entramos No teu templo glorioso. O teu fascínio aproxima Aquilo que o mundo separa; Todos os homens se tornam irmãos Quando as tuas suaves asas nos conduzem.
Quem conseguiu o bem supremo De fazer amizade com um amigo, Ou obteve uma doce esposa, Esteja connosco em grande júbilo!
Sim, quem apenas uma alma No mundo possa chamar sua! Mas quem não o puder fazer, Chorando, abandone então estes lugares.
Que todas as criaturas bebam a alegria Nos belos seios da Natureza; Todos os justos, e os injustos, Igualmente provem o gosto do seu dom.
Ela deu-nos beijos e bom vinho, E um amigo garantido até à morte. Igual volúpia foi concedida aos próprios vermes, E os Querubins surgem de pé perante Deus!
Alegres, como os corpos celestes Que Ele colocou nos seus cursos Através do esplendor do firmamento; Assim, irmãos, vós deveis seguir vosso caminho Como o herói avança para a sua conquista.
A vocês, milhões, eu dou meu grande abraço Com este beijo para todo o mundo! Irmãos, no mais alto dos céus Deve reinar um Pai de amor. Todos vós, milhões, vos prostrais? Mundo, conheces o teu Criador? Procura-0 então nos céus! Ele deve habitar por sobre as estrelas.