Le Bourgeois gentilhomme (Lully), será apresentada no "Auditório Municipal Eunice Muñoz", Oeiras, dia 27 de Junho às 21.30 h.
(Coordenadas do local: 38°41'30.59" N; 9°18'45.93" W, Rua Mestre de Aviz, 2780 Oeiras)
Um grande produção com orquestra barroca, dança, teatro, canto.
Aqui convido os meus amigos a estar presentes!
(não, não serei bailarino, nem actor, nem cantor!)
Um exemplo musical:
Agora com o ballet:
sexta-feira, 25 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
A maior flor do mundo
“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?” - José Saramago
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Declaração
Não, não há morte.
Nem esta pedra é morta,
Nem morto está o fruto que tombou:
Têm vida no contorno dos meus dedos,
Respiram na cadência do meu sangue,
Do bafo que os tocou.
Assim um dia, quando esta mão secar,
Na lembrança doutra mão perdurará,
Como a boca guardará caladamente
O perfume da boca que beijou.
in Os poemas possíveis
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O portugal futuro

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
(1933-1978)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Corpus Christi
Ave Verum Corpus, K.618 - conhecida obra que Mozart terminou a 17 Junho de 1791 para a festa litúrgica do Corpus Christi (expressão em latim que significa Corpo de Cristo) que hoje se celebra.
O poema/oração usado como texto do Ave Verum foi escrito no séc. XIV. Valerá a pena espreitar várias curiosidades nele contidas, descritas AQUI por L. Jean Lauand (Universidade de S. Paulo).
Fica como sugestão de audição a interpretação profundamente sentida do grande maestro Leonard Bernstein, dirigindo o Coro e Orquestra Sinfónica de Bayerischen Rundfunks:
O poema/oração usado como texto do Ave Verum foi escrito no séc. XIV. Valerá a pena espreitar várias curiosidades nele contidas, descritas AQUI por L. Jean Lauand (Universidade de S. Paulo).
Fica como sugestão de audição a interpretação profundamente sentida do grande maestro Leonard Bernstein, dirigindo o Coro e Orquestra Sinfónica de Bayerischen Rundfunks:
sábado, 15 de maio de 2010
Tenho uma coisa para te devolver
Sharon Dror: Green blue


Tenho uma coisa para te entregar,
uma pedra a pôr no chão da rua,
uma lunar presença sob o sol.
Tenho uma coisa para te devolver,
para ficar minha sendo tua,
aquecida no tempo e nestes olhos.
Tenho uma coisa que eu te posso dar
que é o vento a vir atrás do verde
e a dizer azul no teu cabelo.
uma pedra a pôr no chão da rua,
uma lunar presença sob o sol.
Tenho uma coisa para te devolver,
para ficar minha sendo tua,
aquecida no tempo e nestes olhos.
Tenho uma coisa que eu te posso dar
que é o vento a vir atrás do verde
e a dizer azul no teu cabelo.
(n. 1934)
terça-feira, 11 de maio de 2010
Desafios à Igreja de Bento XVI
"Que fazer perante o número crescente de crentes que não frequentam a igreja?Terá o Papa de continuar a governar sozinho a Igreja?
Qual o lugar de Fátima na Igreja?
Será que a Igreja, hoje, está ao lado dos pobres, imigrantes e marginalizados?
Quando verão as mulheres respeitados os seus direitos na Igreja?
Como responder à homossexualidade, à sida, à pedofilia?
Como dialogar com as outras Igrejas e religiões?
Pode e deve a fé conviver com a ciência?"
Estes e outros temas são reflectidos por personalidades portuguesas de reconhecida competência, neste livro publicado em 2005 mas perfeitamente actual.
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724616292
Os autores:
A. Gomes Canotilho - Constitucionalista. Prof. catedrático da Fac. Direito da Univ. de Coimbra
Adriano Moreira - Prof.-Emérito da Univ. Técnica de Lisboa. Presidente do Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior
Guilherme D' Oliveira Martins - Advogado. Presidente do Centro Nacional de Cultura
António Vitorino - Advogado. Deputado. Antigo comissário europeu
João Duque - Prof. de Teologia Fundamental da Fac. de Teologia da Univ. Católica Portuguesa, Braga
João Maria André - Prof. catedrático de Filosofia da Fac. de Letras da Univ. de Coimbra
Pe. Peter Stilwell - Prof. da Fac. de Teologia da Univ. Católica Portuguesa
Alexandre Castro Caldas - Prof. catedrático da Fac. de Medicina da Univ. de Lisboa. Director do Instituto de Ciências da Saúde da Univ. Católica Portuguesa
Clara Pinto Correia - Universidade Lusófona. Centro de Estudos da História das Ciências Naturais e da Saúde
Teresa Martinho Toldy - Doutorada em Teologia. Prof. de Ética da Univ. Fernando Pessoa
Rui Coelho - Psiquiatra. Prof. da Fac. de Medicina da Univ. do Porto
Manuel Vilas-Boas - Jornalista da TSF e colaborador da Visão. Especialista em questões religiosas e de comunicação audiovisual
Dimas de Almeida - Pastor protestante. Prof. de Ciência das Religiões na Univ. Lusófona
D. Januário Torgal Ferreira - Bispo das Forças Armadas e da Segurança
Maria Julieta Mendes Dias - Religiosa do Sagrado Coração de Maria. Lic. em Teologia e Ciência das Religiões
Fr. Bento Domingues - Teólogo dominicano
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Os dedos iam bailando

Os dedos iam bailando
Sobre uma flauta encantada
Que se deixava acariciar suavemente
Por lábios que falavam música
E música que evocava sonhos
Imortalizados em partituras seculares…
Só em silêncio
Se escutava dignamente este despertar
De sons que se enamoravam no ar.
E os olhos e as mãos
Entregavam-se a ritmos conciliados
Com braços em asas
Que se faziam voar.
E a harmonia se instalava
Numa sala de soalho velho
Habitada por um piano preto
Com janelas abertas para um Rio
Que caminhava para o mar
E o músico…
Esse abandonou-se às sonâncias
Numa simbiose perfeita
E como o sol ao despedir-se em fim de tarde…
Ali se deixou imortalizar!
Sobre uma flauta encantada
Que se deixava acariciar suavemente
Por lábios que falavam música
E música que evocava sonhos
Imortalizados em partituras seculares…
Só em silêncio
Se escutava dignamente este despertar
De sons que se enamoravam no ar.
E os olhos e as mãos
Entregavam-se a ritmos conciliados
Com braços em asas
Que se faziam voar.
E a harmonia se instalava
Numa sala de soalho velho
Habitada por um piano preto
Com janelas abertas para um Rio
Que caminhava para o mar
E o músico…
Esse abandonou-se às sonâncias
Numa simbiose perfeita
E como o sol ao despedir-se em fim de tarde…
Ali se deixou imortalizar!
Assim descreve esta amiga a minha participação musical na tarde de poesia no Clube Literário do Porto, no dia 24 de Abril. Obrigado pelo belo poema!
sábado, 1 de maio de 2010
Um pássaro na cabeça
Rafał Olbiński: Magic Flute II

Bairro Livre
Meti o bivaque na gaiola
e saí com um pássaro na cabeça
Então não se faz a continência
perguntou o comandante
Não
não se faz a continência
respondeu o pássaro
Ah bom
desculpe julgava que se fazia a continência
disse o comandante
Ora essa toda a gente se pode enganar
disse o pássaro.
(1900-1977)
[Tradução de Eugénio de Andrade]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Orvalho
-«Perdi a minha gota de orvalho!»
diz a flor ao céu da manhã,
que perdeu todas as estrelas.
(1861-1941)
In Aforismos
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