segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Um livro

Há livros que ficam para toda a vida. "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry, vem à minha memória frequentemente. Há nele citações para quase todos os momentos da nossa vida.
Depois de uma recente conversa com uma também recente amiga, fiquei a pensar no que cada um de nós encerra em si. Há uma vida, um ser que não o é só naquele momento; tem toda uma história por trás que está oculta aos nosso olhos. É preocupante que lidemos, tantas vezes diariamente, com colegas, amigos, alunos, etc., sem procurar perceber quem temos diante de nós. Seremos mais humanos se pensarmos assim: uma coisa é ver alguém, outra coisa é sentir alguém. Sentir alguém é ver para lá do que os nossos olhos vêem! O Principezinho dá a receita: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...".
Depois vem o passo seguinte (é exactamente a frase seguinte no livro!), que tem a ver com o sair do nosso individualismo e dar ao outro o espaço e o tempo que merece, valorizando-o e fazendo-o sentir o valor que tem para nós: "Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Internacional da Música

Anualmente, no dia 1 de Outubro, comemora-se o Dia Internacional da Música. Idealizado em 1975 pelo grande músico Yehudi Menuhin, pretende-se com ele:

  1. a promoção das artes musicais entre todos os sectores da sociedade;
  2. a aplicação dos ideiais UNESCO sobre: a paz e a amizade entre os povos, a evolução das suas culturas, do intercâmbio de experiências e da mútua apreciação dos seus valores estéticos;
  3. a promoção de actividades do Conselho de Música Internacional, das suas organizações internacionais e comités nacionais, tal como o seu programa estratégico em geral.

Mais detalhes no site da UNESCO.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O que estou a ouvir

Diria antes reouvir... Fiz uma primeira audição por ocasião do lançamento do CD. Entretanto o meu amigo João Paulo Janeiro, responsável por todo o trabalho de investigação que levou a esta gravação e que nela toca Cravo, convidou-me a colaborar na edição das partituras. Agora tenho uma outra visão das obras; senti uma enorme vontade de ouvir de novo este disco que nos mostra o conjunto das obras conhecidas de João Baptista André Avondano: 4 Sonatas para Violoncelo e Baixo Contínuo e 2 Duetos para dois violoncelos.
A interpretação é do Avondano Ensemble:
João Paulo Janeiro, cravo;
Miguel Rocha, violoncelo;
Catherine Strynckx, violoncelo;
Adriano Aguiar, contrabaixo.
Música excelente, com primorosa e virtuosística interpretação. Oiço outra vez e desejo ouvir muitas mais. Oiçam também. E se quiserem a partitura, já foi publicada pela Pró-Histórica Associação (Av. Tomás Ribeiro, n.º 31, 2795–186 Linda-a-Velha, Tel. 21 419 12 41).

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mais Atlântico

Soube ontem pelo meu amigo Carlos Gutkin que o CD Jardins de Luz está pronto. Muito em breve já vão poder ouvir as suas obras para Guitarra a solo e para duo com Flauta (é aí que eu entro!) no Duo Atlântico.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O que estou a ouvir

O Jazz é uma eterna paixão. Sempre me acompanhou a par da música clássica, terreno em que melhor caminho. Claro que por vezes espreito o Rock ou a Música Electrónica, mas o Jazz é o Jazz. Depois da Clássica, é a linguagem musical que melhor entendo e que maior prazer me dá ouvir.
Dos vários CDs que têm desfilado na minha aparelhagem nestes primeiros dias de Setembro, faço aqui um grande destaque: Oliver Nelson - The Blues And The Abstract Truth (1961). É um dos melhores discos de sempre, um daqueles que qualquer apreciador de Jazz deve ter. Pode ouvir-se um pouco aqui.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Seixal Jazz 2008

Temos Seixal Jazz 2008!
Depois de um interregno, o Jazz regressa ao Seixal!
Por este palco têm passado músicos de primeira linha, num festival referenciado pela DownBeat como um dos melhores da Europa!
Essa qualidade parece manter-se no programa anunciado para este ano (ver aqui).

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O que estou a ouvir

Continua a minha surpresa com alguns compositores do Barroco. Já me "cruzei" com este compositor mas nunca tinha escutado atentamente a sua música. Agora surpreendeu-me! Falo de Johann Joseph Fux (1660-1741), um compositor austríaco que não vem citado em grande parte dos livros nem faz parte dos guias discográficos. Será talvez mais conhecido como autor do célebre livro Gradus ad Parnassum, um manual de contraponto que veio a ser utilizado por Bach, Haydn, Beethoven, Mozart, entre muitos outros compositores, e estudado até ao séc. XX.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Santa Páscoa

Para todos os meus amigos que aqui me visitam, em formato digital, uma Santa Páscoa. Porque a desejo Santa? Porque a celebro como a Páscoa de Jesus. Muitos são os símbolos e significados (estão aqui alguns), mas procuro vivê-la segundo a tradição cristã.
Os ritos também têm a sua importância, mas de nada servem se não conduzirem à essência. E a essência da Páscoa é Cristo. Por isso celebramos a sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Estas palavras foram-me inspiradas pela audição da Paixão Segundo S. Mateus, de Bach, cuja abertura aqui partilho convosco (dirige Ton Koopman):

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Chá dos 5

Foto de Luís Chaínho

Nem só de música clássica vive o músico!

Chá dos 5 é um projecto com raízes nas tertúlias musicais que alguns amigos vinham realizando há 5 anos nos Essências do Café, grupo que muito animou a comunidade educativa do Concelho do Seixal. A música era o ponto de partida. Depois vinha a poesia, o teatro, a dança, com um intervalo para o café, o Porto e um bolinho (muitos e deliciosos!). Os espectáculos eram quase tão bons como os ensaios...! Foram nardos, foram cardos.

Agora Chá dos 5. Temos então a Elisabete (Voz), Zé Rui (Flauta e Sintetizadores), Paulo Menezes (Guitarras), Beto (Contrabaixo e Baixos) e João Paulo (Bateria). Com esta formação pegamos em músicas que estão no ouvido de todos, e passeamos pelo Rock, o Jazz, a Bossa, etc., dando nova roupagem aos temas musicais. Quem quiser espreitar pode ver AQUI mas para ouvir... ah, ao vivo é outra coisa!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O que estou a ouvir

Ando a rondar de novo os tesouros da música barroca, da qual, aliás, nunca me afastei.
Há um compositor por quem Bach tinha grande estima e que terá até influenciado a iniciativa de compor a sua Missa em Si Menor, BWV 232. Permanece ainda desconhecido até para muitos músicos.
Trata-se de Jan Dismas Zelenka (1679-1745).
Vale a pena descobrir e principalmente ouvir.