
(Paulo Coelho:
O Diário de um Mago)
E apetece aqui citar Fernando Pessoa: "Somos do tamanho de nossos sonhos".
Sejamos então cada vez maiores!

Sketches Of Spain (1959), de Miles Davis é um dos quatro álbuns orquestrais resultantes da colaboração com o compositor-arranjador Gil Evans. Obra magistral, Sketches foi o primeiro projecto de Miles pós “Kind of Blue”, e parece influenciado por todo o carácter modal revelado na interpretação do Adagio de "Concierto de Aranjuez" (Joaquín Rodrigo). A edição que aqui destaco, apresenta o histórico álbum original acrescentado por faixas extra, ilustrando como a sinergia Miles-Evans é desenvolvida. "The Maids de Cádiz" (do álbum "Miles Ahead", 1957) é o primeiro exemplo de Gil Evans adaptando uma composição de origem espanhola para uma colaboração orquestral com Miles. A gravação ao vivo do "Concierto de Aranjuez", o único que foi dado desta obra, teve lugar no Carnegie Hall, em 1961, é-nos aqui oferecido como uma raridade de elevado valor, da interpretação desta peça central do álbum. "Teo", (do álbum “Someday My Prince Will Come”, de 1961) é uma pequena peça dedicada ao Produtor Teo Macero. "Solea" é a outra jóia do álbum original, com sua paleta orquestral que é, numa palavra, sublime.Philip Scott Johnson mostra-nos neste artístico vídeo, 500 anos de retratos femininos que se interligam através de uma fusão obtida pelo trabalho digital da imagem.
O fundo musical é a Sarabande da Suite para Violoncelo No. 1 em Sol Maior, BWV 1007, de J. S. Bach, interpretada por Yo-Yo Ma.
Vale a pena apreciar o magnífico trabalho em alta resolução (para banda larga) AQUI!
Na mensagem anterior falei da importância de preservar a nossa cultura musical tradicional, mas é evidente que da tradição popular herdámos muito mais que a música! Há um vasto conjunto das tradições, lendas, crenças populares, provérbios, contos, canções, a que genericamente se chama Folclore. Fui lembrado disso por um simpático e-mail da equipa do Portal do Folclore Português e da Cultura Popular Portuguesa. Aqui recomendo aos meus leitores uma visita a http://www.folclore-online.com/ , onde ficarão a conhecer muito mais sobre as nossas tradições em múltiplos aspectos, da música à gastronomia, e percorrer vários "trilhos" que neste site são propostos!
Muito me preocupa o nosso património etno-musical! Tenho feito o possível por ir despertando o interesse nos meus alunos, futuros músicos. Às gerações vindouras deveremos passar essa herança que recebemos das gerações anteriores, e ensinar a cuidar e valorizar esse precioso tesouro, construído ao longo de séculos!

Ao longo de 40 anos de trabalho, a bailarina e coreógrafa Pina Bausch (1940-2009) revolucionou o mundo da dança. Há até quem diga que as suas criações não eram dança, mas teatro-dança. Os bailarinos em cena não dançam. Correm. Gritam e riem, contam piadas. Alguém derrama água e joga terra no chão do palco. Talvez até cresça relva ali. Piruetas velozes e pernas esticadas para o alto são coisas inexistentes nas suas encenações. Mas seres humanos – pessoas vivas com medos, amor, tristeza e fúria. "O que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim o que as move”, refere Pina Bausch a propósito de seu trabalho.
Pina Bausch
A dança da emoção
Cafe Müller