segunda-feira, 29 de março de 2010

Hormona, meu amor

Através de uma amiga no Facebook, tomei conhecimento de um artigo publicado no caderno de ciência do Diário de Notícias. Já tem algum tempo, mas não passou a sua validade e interesse:


O amor, hormona a hormona
por S.G.09 Fevereiro 2009

«As formas de aproximação dos indivíduos variam consoante a produção de hormonas: do impulso sexual ao amor companheiro, descubra as hormonas na origem de cada fase na relação de um casal.
"Para a satisfação do impulso sexual qualquer coisa serve", considera António Santinho Martins, endocrinologista e sexólogo. Quando se procura apenas a satisfação física, é a hora da testosterona, tanto para os homens como para as mulheres. Se, por um lado, um alto nível desta hormona parece contribuir para a predisposição sexual, depois da excitação também ajuda a preparar o corpo para a relação sexual.
Porém, o prazer que se retira de um simples impulso sexual pode resultar numa maior aproximação do casal, numa paixão a que os especialistas chamam "amor romântico". Este tipo de amor é marcado por emoções intensas, rápidas mudanças de humor e erotismo. "No amor romântico há uma fase de monomania, de obsessão pelo namorado", refere Santinho Martins.
No entanto, o sexólogo confirma que esta paixão ardente também pode ser perigosa se demorar muito tempo: "Há um grande desgaste energético. Começa-se a afastar dos amigos, da família, dos deveres familiares." E a culpa é de três neurotransmissores: o aumento de dopamina e noradernalina proporcionam energia e boa disposição. Já a diminuição da serotonina parece contribuir para o sentimento de obsessão pelo outro.
Catarina Soares, psicóloga clínica, considera que esta fase de paixão "terá a função de juntar pessoas, mas tem de ser breve devido à sua intensidade". Chegará então a altura de pôr fim à paixão. Ou porque as pessoas percebem que "não são capazes de viver juntas" ou porque se passa à fase do "amor companheiro", entende Catarina Soares. O amor companheiro é construído pelo afecto de duas pessoas que vêem as suas vidas ligadas, como é o caso de casais que estão junto há muito. Duas hormonas fomentam esta fase de vínculo. A ocitocina, chamada "hormona do amor", tem a faculdade de ligar as pessoas e de suscitar prazer. Já a vasopressina é uma promotora de fidelidade


Apetece perguntar: Iremos um dia tratar o amor com comprimidos?

4 comentários:

  1. Bem me parecia que isto do amor era coisa muito complicada...

    Bj

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  2. desculpa mas não pude deixar de sorrir com o nome do sexólogo - santinho?!
    gostei muito de ler... aprendi umas coisas mais sobre o amor.
    um abraço

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  3. Como socióloga tenho uma tendência a relativizar as coisas... isto do amor (ou dos relacionamentos amorosos) entre duas pessoas não deve ser exclusivamente biologico, felizmente (ou infelizmente, não sei ). Somos seres bio-psico-sociais ( e ... acrescento:espirituais)... no entanto... acho que fiquei fã da Ocitocina
    :-), ligar as pessoas e proporcionar o prazer, parece-me muito bem!

    beijo

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  4. ... não percebi nada :)))
    só percebi a sua pergunta, e..., sabe-se lá..., porque eu até sei (não por experiência própria - felizmente) que o amor pode ser uma doença.
    Cá para mim, foi um milagre!

    Agora vou partir para outro blogue. Tenho que aproveitar alguma horitas destes dias..., porque ando mais afastada.

    Abraço J. Rui!
    Fátima

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