domingo, 18 de abril de 2010

As rosas em cadeias

Johana Svoboda: Rosas de ouro


















Na Primavera, a vi dormindo;

logo a prendi, atada em rosas.
Não as sentiu, no sono fundo.

Fitei-a bem, pende-me a vida
por este olhar, da sua vida!
Assim senti, mas não sabia.

Só um murmúrio, falei sem fala,
e sacudiu-lhe os róseos laços.
E ela acordou, do fundo sono.

Fitou-me bem, pende-lhe a vida,
por este olhar, da minha vida.
E à nossa volta, é o Paraíso.
(1724-1803)
(trad. de Jorge de Sena)

6 comentários:

  1. Tocante... um poema que expressa sentimentos fortes mas de uma forma sensível e elegante. Assim são as rosas...

    ResponderEliminar
  2. As rosas são flores, e flores são poemas.
    Comovente, este.

    ResponderEliminar
  3. não são as minhas flores... mas "são rosas, senhor!"


    um abraço, zé rui

    ResponderEliminar
  4. Perfumes únicos, estes...

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  5. O paraíso ornado de rosas. Flores, são e serão sempre flores.

    Abraço!

    ResponderEliminar
  6. Quanto a mim, o Paraíso deverá ter um imenso rosal!!!

    Bjs.

    M.M.

    ResponderEliminar