quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No meio do silêncio

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer.

Dizia Maria Guinot na sua canção Silêncio e Tanta Gente, e assim também acontece comigo: é no silêncio da noite que melhor oiço o que me vai na alma.

Então Eu conto algo sobre um tema de que ainda não falei, um dos meus grandes gostos: a enofilia. Defino-a como a arte de apreciar a enologia. Explico melhor: a enofilia é a apreciação dos vinhos, a enologia a ciência (e também arte) de produzir os vinhos.
Aprecio um vinho como uma obra de arte, tal como um pintura ou uma obra musical. Há tanta arte envolvida na sua produção! É pelo valor que lhe dou que não me importo de por vezes despender uma quantia considerável para conhecer alguns. E não se trata de beber, chamarei antes degustar: ver, cheirar e provar.
Neste momento, regressado de um ensaio, acompanha-me um Porto Cockburn's Tawny 20 anos (Director's Reserve), muito difícil de encontrar por aí, mas que há 5 anos repousava na minha cave com mais 2 irmãs (nunca vem só uma, depois é difícil voltar a arranjar!). É um deleite ir descobrindo nele os aromas a café, mel, caramelo, frutos secos, algumas notas de citrinos... e um final que parece não querer deixar-nos a boca. De 0 a 20? 19!

2 comentários:

  1. Zé Rui,

    Vamos lá fazer a estreia.

    Temos muito em comum. Tambem adoro musica e de uma boa pinga. De Classica a Jazz, de um Alentejano a um bom Ribatejano.

    É um prazer fazer parte do Cantata Viva do qual és o maestro e de ter acompanhado algumas vezes na guitarra.

    Continua com este bom trabalho e muitas felicidades.

    Abraço
    Sérgio

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  2. Maria do Céu09 outubro, 2008

    Ao ler estas palavras senti nostalgia do meu tempo de criança. Do tempo em que eu também me dedicava à enologia. :-)
    Eu passo a explicar: eu e a minha família somos oriundos da Sertã, onde os meus Avós possuíam um pequeno vale com muitos socalcos, por onde corria um pequeno riacho e do qual cuidavam como de um jardim se tratasse. Nesse vale havia também algumas videiras. Por isso, chegada a altura da vindima, toda a família era convocada para tratar do assunto. Então lá estava eu: descalça, de calças arregaçadas e mortinha para entrar no lagar para pisar as uvas!

    No próximo Sábado irei à Sertã, para mais uma vindima. Não irei é encontrar a magia de outrora porque: o vale não é o mesmo, há agora tractores, maquinas que esmagam as uvas e sobretudo porque não poderei abraçar pessoas que me eram muito queridas…

    Já me ia esquecendo da classificação do meu vinho! De 0 a 20? Para mim 20 valores! :-)

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