Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer.
Dizia Maria Guinot na sua canção Silêncio e Tanta Gente, e assim também acontece comigo: é no silêncio da noite que melhor oiço o que me vai na alma.
Que descubro as palavras por dizer.
Dizia Maria Guinot na sua canção Silêncio e Tanta Gente, e assim também acontece comigo: é no silêncio da noite que melhor oiço o que me vai na alma.

Aprecio um vinho como uma obra de arte, tal como um pintura ou uma obra musical. Há tanta arte envolvida na sua produção! É pelo valor que lhe dou que não me importo de por vezes despender uma quantia considerável para conhecer alguns. E não se trata de beber, chamarei antes degustar: ver, cheirar e provar.
Neste momento, regressado de um ensaio, acompanha-me um Porto Cockburn's Tawny 20 anos (Director's Reserve), muito difícil de encontrar por aí, mas que há 5 anos repousava na minha cave com mais 2 irmãs (nunca vem só uma, depois é difícil voltar a arranjar!). É um deleite ir descobrindo nele os aromas a café, mel, caramelo, frutos secos, algumas notas de citrinos... e um final que parece não querer deixar-nos a boca. De 0 a 20? 19!
Zé Rui,
ResponderEliminarVamos lá fazer a estreia.
Temos muito em comum. Tambem adoro musica e de uma boa pinga. De Classica a Jazz, de um Alentejano a um bom Ribatejano.
É um prazer fazer parte do Cantata Viva do qual és o maestro e de ter acompanhado algumas vezes na guitarra.
Continua com este bom trabalho e muitas felicidades.
Abraço
Sérgio
Ao ler estas palavras senti nostalgia do meu tempo de criança. Do tempo em que eu também me dedicava à enologia. :-)
ResponderEliminarEu passo a explicar: eu e a minha família somos oriundos da Sertã, onde os meus Avós possuíam um pequeno vale com muitos socalcos, por onde corria um pequeno riacho e do qual cuidavam como de um jardim se tratasse. Nesse vale havia também algumas videiras. Por isso, chegada a altura da vindima, toda a família era convocada para tratar do assunto. Então lá estava eu: descalça, de calças arregaçadas e mortinha para entrar no lagar para pisar as uvas!
No próximo Sábado irei à Sertã, para mais uma vindima. Não irei é encontrar a magia de outrora porque: o vale não é o mesmo, há agora tractores, maquinas que esmagam as uvas e sobretudo porque não poderei abraçar pessoas que me eram muito queridas…
Já me ia esquecendo da classificação do meu vinho! De 0 a 20? Para mim 20 valores! :-)