segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sonata for Ryuteki and Sho

Alguns minutos de tranquilidade com um compositor de que provavelmente não ouviram falar, mas do qual já falei AQUI:
Alan Hovhaness.
A peça: Sonata for Ryuteki and Sho, op. 121

9 comentários:

  1. Eu "meto água" em tudo o que faço. Tu passas a vida a "dar música" aqui às gentes. Bom negócio!
    Tenho uma amiguinha música, que já vai tocando, na escola dela (Santo Tirso) em orquestra sinfónica. Via-a tocar, em vídeo, no sabado passado. Fiquei encantada. É violinista.

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  2. Estou aqui outra vez: estive a ouvir a sonata. Não gostei muito. É o estilo, demasiado erudito, musicalmente falando, ou é mesmo a minha falta de formação musical? O agudo, demasiado agudo, da flauta parece retirar melodia e criar uma linha de desespero na música. Será que é para ser assim mesmo? É o desconhecimento contextual que me faz rejeitar o soneto? Ora explica-me lá, que tu é que és o músico ;)
    Bji

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  3. Susana, e restantes leitores, adicionei links no título da obra que remetem para os instrumentos originais. Acho que será mais fácil assim compreender o conceito da composição.
    Os instrumentos originais, a Flauta Dragão e o Órgão de boca, eram limitadíssimos na sua extensão de notas. Isso obrigava a uma exploração minimalista dos recursos. O compositor, muito interessado por instrumentos exóticos, utilizou uma escrita possível tanto para os instrumentos originais como para os instrumentos modernos. Mas há muita sabedoria na forma como utilizou a melodia da Flauta e os acordes do Órgão. Quanto a gostar... bom, gostos são gostos... mas dêem-lhe uma oportunidade!

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  4. Olá Zé Rui!
    Obrigada pelos links. De facto, sem a informação, isto para mim nem chinês, nem japonês :) Se bem percebi, talvez o que eu sinta falta na música seja alguma dinâmica, impossível de produzir pela limitação dos próprios instrumentos. É curioso que sendo o autor um percursor da New Age, não me tenha despontado os humores do sorriso. Voltei de novo a ouvir a peça. Há um som de base, algo que me soa a "orgão de igreja" e que me remete para um ambiente de (não sei que eufemismo usar...) funeral. Por cima deste som, a flauta parece ser a mãe, ou a mulher, que lança um grito sobre o cadaver do filho, ou do amante. Fico deprimida...
    Só espero que estes cenários que crio, face à audição da música, sejam normais. Caso contrário, estarei a precisar de tratamento...
    Tem uns dias felizes, flautista de Hamelin!

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  5. Susana, que ideias tão funestas! :)
    Até fui ouvir outra vez!
    Curiosamente sinto a Flauta como o chamamento de um pássaro, por cima de toda a ambiência criada pelo Órgão, quase a brisa que vai soprado mais ou menos intensamente... bem, em tudo isto há uma imensa subjectividade! Mas fiquei contente pelo teu interesse em procurar escutar atentamente!
    Aqui fica algo mais fácil de ouvir: Mysterious Mountain

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  6. Desisto de procurar a eventual publicação. Devo estar confusa, mas não era no passado dia 29 que se realizava um evento no Seixal, em que o José Rui participava?

    Se isto for verdade e eu não tiver sonhado, só queria perguntar se correu tudo bem?

    Quanto a esta sugestão, confesso que não me "tocou" (ignorância minha).

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  7. Transcendental esta sonata, adorei! Não sei porquê fez-me reviver a experiencia do filme "primavera, verão, outono, Inverno, primavera", não sei se conhece :-)

    gostei muito...
    ana claudia

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  8. Hello!
    Põe funesto nisso! E funesto não é, de todo, o meu estilo. Mas eu sou assim mesmo, qualquer música, qualquer som, me remete para um cenário. Doideiras.
    Estou com os fones e a adorar a nova proposta. Tem um reloginho de "Boa noite", alegria, calma, paz, momenos felizes. E também genica, no início. Remete-me para campos verdejantes e quarto de criança feliz. Para beijo de mamã ao deitar.
    E pronto, não continuo, se não mandas-me internar ;)

    Beijitos,
    S

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